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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Manga .....!!!!


manga... delicia bem característica de Belém, quem já não viu ou passou pela situação de uma manga caindo em cima do carro, ou "tirando o fino" de uma pessoa andando na rua? ou quem nunca levou uma manga, que acabou de cair, pra comer em casa com farinha? uma das curiosidades que sempre ouvi, dos mais antigos, em Belém é que a melhor manga é a manga de cemitério!!!!! quem já comeu sabe ....
Mas hoje vamos conversar um pouco sobre curiosidades como a origem desse fruto que é nativa da Ásia, mais precisamente da Índia, do sudeste do continente asiático. Sendo seu cultivo feito há mais de 4 mil anos nessas regiões. A introdução da manga em outros continentes deu-se a partir da descoberta de novas rotas comerciais marítimas entre a Europa e a Ásia, no início do século XVI. Foram os portugueses, mais uma vez, que fizeram esse trabalho, levando as mangas, primeiro, para as costas leste e oeste da África trazendo-a, depois, para a América.
Para chegar a terrinhas brasileiras a manga teve que esperar meados de 1700 para conhecer a Bahia de todos os santos. Hoje, as mangueiras são cultivadas em todos os países da faixa tropical e equatorial do globo. A mangueira foi uma das árvores asiáticas de melhor adaptação ao clima brasileiro, produzindo inúmeras variedades, 
Características da planta
Árvore de grande porte que pode chegar até 30 m de altura com copa densa e frondosa. Folhas coriáceas, de coloração avermelhada quando jovem e verde-escura posteriormente. Flores pequenas alvas, róseas ou esverdeadas.

FRUTO

De forma alongada, ovóide ou arredondada, casca esverdeada com manchas pretas, amarelas ou róseas quando maduro. Polpa carnosa, suculenta comestível, de coloração amarela ou amarelo-alaranjada, fibrosa em algumas variedades. Semente achatada de tamanho variável.

CULTIVO

Aceitam qualquer tipo de solo, adaptando-se melhor em regiões de clima quente e chuvoso. O período ideal para o plantio é na estação chuvosa.(perfeito em Belém) A propagação é por sementes, mudas enxertadas ou alporque.
PROPRIEDADES NUTRICIONAIS
Encontra-se na manga um bom teor de carboidratos, Betacaroteno (provitamina A), Vitamina C, Vitaminas do Complexo B, Ferro, Fósforo, Cálcio, Potássio, Magnésio e Zinco.

PROPRIEDADES MEDICINAIS

manga ajuda a purificar o sangue e um bom diurético. Pura ou em sucos combate a bronquite, tem efeito expectorante e combate a acidez estomacal.

VALOR CALÓRICO

100 gramas de manga fornecem, em média, 64,3 calorias.

COMO COMPRAR

manga boa para consumo deve estar macia quando apertada com os dedos, mas sem que a casca se rompa pela pressão. Não deve apresentar batidas, rachaduras ou estar melada. Ou recém caída da mangueira !!!!

COMO ARMAZENAR

Para conservá-la, basta mantê-la em lugar fresco e ventilado ou despolpe-a e congele.

COMO PREPARAR

Consumida ao natural, descascando e comendo, pode ser transformada em polpa simples, suco, refresco, sorvete, doce (pasta ou compota ) , picles e até chutney.
Embora bom mesmo seja comer a manga com as mãos, com farinha é melhor ainda. 

Fonte: www.correiogourmand.com.br / http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/manga/manga-1.php





quinta-feira, 22 de abril de 2010

Praça Batista Campos

 Você que ainda não conhece Belém, eu tenho uma sugestão de local pra conhecer. É um lugar que não está na maioria dos roteiros de City tour sugeridos por agencias.
Eu tenho um carinho inestimável por este lugar, afinal, foi onde passei boa parte parte da minha infância e adolescência.  
Mas para entender um pouco da importância desse local, não apenas para mim, mas para histórica aqui vai uma minuta: No século XIX, essa área pertencia a Maria Manoela de Figueira e Salvaterra, sendo mais conhecido na época como “Largo da Salvaterra”. Com a morte da proprietária, as terras passaram para as mãos da Câmara Municipal de Belém, sendo a partir desse momento chamada de “Praça Sergipe” em homenagem à nova província brasileira.
Em 1897, durante o governo de Antônio Lemos, a praça passou a homenagear um dos principais personagens da Cabanagem: Cônego Batista Campos, morto em 1834. era um local simples com poucas mangueiras mas em 14 de fevereiro de 1904, no dia de sua inauguração já era uma das mais belas praças de Belém.
Mas quem foi João Batista Gonçalves Campos?  Já sabemos que foi figura importante da Cabanagem, e para os curiosos assim como eu aqui está um pequeno resumo: “(Barcarena, 1782 — Barcarena, 31 de dezembro de 1834) foi um cônego, jornalista e advogado brasileiro. Foi um importante ativista político da história do que atualmente é o estado do Pará, desde a época que antecedeu a Independência do Brasil até as lutas partidárias que culminaram com a explosão do movimento da Cabanagem (1835-1840), ocorrido durante o período da regência provisória. Autor intelectual da Cabanagem, alimentou, com suas atitudes corajosas e com seu verbo entusiasmado, a resistência contra o governador da província Bernardo Lobo de Sousa, por isso teve de refugiar-se no interior da Província, para escapar às perseguições do governo. Redigiu o primeiro jornal publicado em Belém - "O Paraense" - e a seguir o "O Publicador Amazoniense". Em 1834, enquanto Batista Campos fazia a barba, provocou, por descuido, um corte profundo em uma espinha no rosto por intermédio da navalha que usava. O ferimento aparentemente irrelevante infeccionou, provavelmente acentuado pelas condições geográficas da Amazônia, o que ocasionou a morte de Batista Campos em 31 de dezembro de 1834. Seu corpo foi enterrado na Vila de Barcarena e, mais de 150 anos depois, em 1985, seus restos mortais foram retirados do local de sepultamento, colocados em uma urna, e levados em carreata pela cidade de Belém, na comemoração dos 150 anos da Cabanagem, sendo posteriormente carregados a um monumento comemorativo na capital paraense.
Os restos de Batista Campos atualmente descansam na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré ou Matriz, em Barcarena”
A praça Batista Campos honra com muita beleza e simplicidade essa homenagem a um homem tão importante.
Ótimo local para caminhadas (exercícios físicos são importantes), tomar uma boa água de côco, passear com crianças, e excelentes locais para namorar (com todo respeito, afinal é uma praça familiar).
Ao seu redor sua calçadas têm um revestimento de mosaico português com motivos marajoaras. A praça possui coreto, cursos d'água com pontes e está jardinada com árvores nativas.
A Praça Batista Campos foi tombada pelo município em 1983. Em 1986, ganhou novos equipamentos e passou por uma restauração buscando características perdidas no início do século XX, durante a primeira reforma.
Desde 1997, a Associação dos Amigos da Praça Batista Campos (AAPBC) também ajuda a preservá-la.
Em 2005, ganhou o "Prêmio 100 Mais Brasil", da Revista Seleções, como a mais bela praça do país.
Em 2008, a praça passou por uma grande restauração coordenada pela empresa Engetower Engenharia, ganhando um ar mais moderno e organizado, porém mantendo suas principais características, como seu ajardinamento sem grades, plantas ornamentais, córregos, pontes, bancos, caramanchões, chafariz e coretos de ferro”

sábado, 27 de março de 2010

Mercado do Ver-o-Peso

O nome Ver-o-Peso surgiu da época colonial, em 1688, quando os portugueses criaram um posto de tributação com o nome de casa do Haver-o-Peso. O complexo do Ver-o-Peso possui mais de 26 mil metros quadrados, sendo formado pelo Mercado de Ferro ou de Peixe, o Mercado Municipal de Carne, a Praça do Pescador, a Praça do Relógio, a Praça dos Velames e pelo Palacete de Bolonha.

O Mercado do Ver-o-Peso tem mais de duas mil barracas e comércios populares onde é vendido de tudo, desde peixes, carnes, frutas e legumes até artigos regionais e ervas medicinais.

O Mercado do Ver-o-Peso em Belém do Pará é o maior mercado e feira ao ar livre da américa latina. O mercado está nas margens da Baía do Guajará, e é um dos pontos turísticos mais conhecidos de Belém e foi tombado pelo Instituto Histórico e Arquitetônico Nacional - IPHAN. A origem do mercado remonta a segunda metade do século XVII.







quarta-feira, 3 de março de 2010

égua!!! você sabe falar nossa língua???



È uma das coisas mais características de um povo é sua língua, mas como o Brasil é bastante diversificado, cada estado ou região aprimorou sua forma de falar acrescentando, mudando, abreviando, criando uma forma de se expressão.   Aqui no Pará não é diferente...
A mais comum é ÉGUA derivada ou abreviada da expressão PAI D'EGUA que pode ter entonações diferentes as quais simbolizam diversos pensamentos ou opiniões, por exemplo:

ÉGUA : usada em quase toda frase do paraense como se fosse uma vírgula. 

E-GU-Á: a mudança de entonação já ocorreu que quer dizer, Poxa vida!!!

ÉÉÉÉ-GUA: essa entonação quer dizer espanto, que pode ser uma coisa muito boa ou muito ruim.

FILHO DUMA EGUA : Dito quando se está aborrecido com alguém.
Ex: Quem foi o FILHO DUMA EGUA, que tomou meu Açaí?!?

PAI D'EGUA: Quer dizer, Excelente!

PAPA-CHIBÉ: paraense autêntico, aquele que não troca seu pirão de água com farinha com umas boas cabeças de camarão por nada.

MANINHU: Quer dizer: Amigo, Colega
Ex: Oi maninhu, como tu ta??

HEBE: Quer dizer a mesma coisa que Égua ou Caramba.
Era usando por pessoas que antigamente consideravam o Égua como um palavrão.
Ex: Hebe, para com isso!?

QUEBRANTO: mal-olhado

BUIADO: é usado quando queremos dizer que alguém é Endinheirado

BREGUESSO: coisa sem maior valor

LESO, LESERA e similares = quando alguém faz alguma coisa idiota.
ex: Deixa de lesera ! OU Tu és (é) leso é ?

PEQUENA: menina, moça, namorada, mulher. Termo muito usado na cidade de Cametá

ULHA PEQUENA: o mesmo que,  olha menina(moça, mulher...)

PIQUENOZINHO / PIQUENAZINHA: Termo pejorativo pessoa enxerida, esse termo foi simplificado pra zinho ou zinha.
Ex: É-GU-Á, Esse piquenozinho é muito chato!!!

GITA/ GITINHA / GITITA: Quer dizer o mesmo que pequenina.
Ex: mais que menina mais GITITA.

DÁ UMA FORRA: O mesmo que retribuir um favor prestado por alguém.
Ex: pode deixar maninha, na próxima vez eu vou lhe da uma FORRA, ta bom!?

TORÓ = chuva forte.

TA RALADO: Palavra usada para expressar que algo está difícil de ser realizado.
Ex: ta ralado de eu consegui aquele dinheiro!?

POTOCA: Quer dizer papo furado, mentira
Ex: Égua da POTOCA!

MAS TA VINDO UM PÉ D’AGUA: Usando quando se está formando chuva, Tempestade.

VAREJEIRA - MULHER SAFADA
Ex: Mais que muler VAREJEIRA!

CATIROBA: usa-se quando se refere a uma menina fácil, que “fica” com qualquer um. Que também pode ser chamada de Varejeira.


FIQUEI DE BUTUCA: O mesmo que ficar de espreita, escondido...
Ex: FIQUEI DE BUTUCA, só te olhando!!

PIOR: O mesmo que, é verdade!
Ex: Nossa, mais ta chovendo muito forte, né? 
       Pior que é!

IGARAPÉ: O mesmo que córrego

PAPAGAIO: O mesmo que, pipa

PERAÍ: O mesmo que esperar um pouco
ex: ei maninha perai, já tô indo !!

RASGA: O mesmo que, saí fora !
EX: Ei muleque! Rassssga daqui !!!!!

CHIBÉ = mingau de farinha

MAS QUANDO JÁ: usado para expressar algo que não foi realizado ainda.
Ex: Você faz isso? – MAS QUANDO JÁ ...!

MUFINO: adoentado, triste, abatido, cansado

TU VAIS TI LASCAR: O mesmo que. se dar mau.

VUADEIRA: lancha

PISSICA: má sorte (pode ser usado também pra torcer contra - fazer pissica).

MAS ÚÚÚÚ: Mesmo que, noooossa!

PLOC / BABALU / BIG BIG: O mesmo que, garota de programa

NAVIO GAIOLA: embarcação típica dos rios amazônicos

ESPIA: O mesmo que, olha (ironizando)
Ex: espia só isso?

PITIÚ OU PIXÉ: cheiro típico de peixe

DU GRUSSU : polpa de açaí em estado pastoso com pouca concentração de água. 
Ex: Quero açaí du grussu!

TRAPICHE: construção, na maioria das vezes, de madeira que adentra os limites do rio ou do mar, utilizada para embarque e desembarque de passageiros ou mercadorias bem como o pescado. Conhecida popularmente em outros estados como: Porto; dique; ponte...

APURRINHAR : aborrecer


FACADA: alguma de coisa de custo elevado.
ex: Olha esse vestido tá lindo, mas custa uma facada.


PISA: O mesmo que surra, caracterizada pela mãe do indivíduo.
ex: Menino desce daí.. tu vais pegar uma "PISA".

MIJADA: O mesmo que, quando alguém leva uma bronca

EMPIRIQUITADO (A): Bem vestido, arrumado.
Ex: A senhora desceu a escada toda empiriquitada para sair.

LEVOU O FARELO! : O mesmo que, se deu mau!

PITIÚ - cheiro de característico de peixe, você consegue senti-lo com maior intensidade no VER-O-PESO, cheiro de ovo também é pitiú.

TE ACOCA: te abaixa.

MUITO PALHA!: muito ruim!

TUÍRA: pó da pele de quem não toma banho direito! ou é quando fica umas linhas brancas quando se arranha a pele.

MAIS-COMO-ENTÃO?: o mesmo que, "me explique por favor!"

BORIMBORA!: vamos embora

MAS QUANDO!: O mesmo que, "você está mentindo!".

"EU CHOOORO!!!": significa " não tô nem aí pra tí!, te vira!, dá teu jeito!".

"OLHA QUE O PAU TE ACHA!" : o mesmo que, toma cuidado!.

MAS CREDO: o mesmo que, que horror!

ERAS:o Eras acompanha também todo esses sinônimos

HUMM TÁÁÁ, CHEIROSO! :é uma forma de ironia, tipo "conta outra!".

UUUULHA :expressão usada quando querem se referir a algo ou uma simples expressão de espanto, parecido com o  ÉÉÉÉ-GUA citado acima.

ASSANHADO: Para nossos amigos sulistas, esse adjetivo não quer dizer "ENXERIDO", e sim, seu cabelo está bagunçado!!

CARAPANÃ - pernilongo, mosquito, borrachudo.

ARREDA AÍ --> afasta aiii

JÁ ESTÁS NO TEU MOMENTO: quando alguém faz algo q chame atenção, ser o centro das atenções ou dá em cima de outra pessoa...

JÁ VALE???: quando alguém faz algo q a outra pessoa não gosta, por
ex: já valeeee me derrubar???

ESMIGALHAR: amassar, desmanchar

ESBANDALHAR – quebrar

RALHAR - brigar

CABUCÔ = Pessoa matuta

CABAÇU: Pessoa que nunca teve relações sexuais, intocável. Forma de expressão pejorativa, vulgar e arrogante. Quem for de fora do estado, por favor cuidado com essa palavra!

AXIIII CREDO!: Expressão de desdém quando você não gosta de alguma coisa.

SURARA: quando o caboco termina o açai, poe água na tigela e toma aquele liquido tinto, tá tomando a surara..não desperdiça nada!

TEBA: quer dizer grande. Por ex: você tem uma teba de uma orelha.

CHOPE: em todo canto vemos placas assim: vende-se chope, quem não sabe fica intrigado achando q vende cerveja em todas as casas quando na verdade é sacolé. suco ou vitamina colocado em pequenos sacos plásticos e vendidos congelados.

CABOQUICE: adjetivo que diminui algo/fato ou que você faça algo que envergonhe quem estiver por perto.

ESTAR NA PEDRA = estado de uma pessoa que fica um tempo sem ter relaçoes sexuais.

ESTAR DE PAVULAGEM = estar de frescura. 


Cidade Velha - Primeiro bairro de Belém


Cidade Velha tem como característica sua estrutura de ruas estreitas e com construções da época da colonização que resistem ao tempo. O bairro deu inicio com a construção do Forte do Presépio, hoje chamado Forte do Castelo, construído no início do século XVI. 

No bairro é onde estão alguns dos principais pontos turísticos de Belém:  Igreja da Sé, Santo Alexandre, Igreja do Carmo, Casa das Onze Janelas, Museus de Arte, entre outros. 
Na Cidade Velha surgiu a primeira rua de Belém, a Rua da Ladeira, que liga a Feira do Açaí ao Largo da Sé. 
"A Praça Dom Pedro II é outra marca histórica da Cidade Velha. Considerada o "centro administrativo da Belém antiga", a praça abriga os poderes Legislativo, Judiciário e Executivo.

A Igreja da Sé está entre os mais antigos templos religiosos de Belém. Construída no Século 17, teve seu projeto assinado pelo arquiteto Antônio Landi, responsável por grande parte da arquitetura de Belém, especialmente no bairro da Cidade Velha. A Igreja da Sé é a Catedral metropolitana de Belém. Possui telas, afrescos e painéis de grande valor. Fica na Praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha."



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Açaí! Você toma o Verdadeiro???

    Seu nome científico é Euterpe oleracea, oi Açaí como é mais conhecida. É incrível pensar que de um fruto tão pequeno, onde a maior parte e tomada pelo caroço, pode sair um vinho tão saboroso
    Uma das coisa mais interessantes do Açaí é que base de sua produção é extrativista e que logo após a colheita e processado ou batido (como é mais comum se falar) ele deve ser consumido de imediato devido a sua rápida fermentação.  Por esse motivo os pontos onde vendem o Açaí só batem ele na hora ou os congelam logo em seguida. 


Aqui nessa imagem temos a demonstração do Despolpamento Mecânico, máquina utilizada para a produção do sumo de açaí. Adiciona-se pouca água enquanto joga os frutos pela parte superior dessa máquina, em seguida desce o vinho mais apreciado da região e base de alimentação do caboclo paraense.  Dependendo da quantidade de água adicionada à esse sumo, obtém-se um produto mais fino, ou mais grosso e cremoso. Misturado com farinha de tapioca ou farinha-d'água o correto para os mais tradicionalistas e colocar farinha até o ponto da colher ficar em pé sozinha no meio da vasilha. Sendo servido no Ver-o-peso a tigela é de alumínio (muito boa para conserva a temperatura) e em locais mais sofisticados em cumbucas de cerâmica marajoara ( também muito boa para conserva a temperatura, só que mais chique), mas estando no Pará, independente de onde seja servido ou vendido, o melhor acompanhamento é um delicioso peixe frito, charque ou um bom camarão seco. Aqui, é quase um pecado misturar o açaí com qualquer fruto pior ainda com essa tal de granola, os mais antigos dizem que "se comer manga, ou cupuaçu, ou pupunha ... com açaí é morte certa" que dirá com morango ou granola ou sei lá mais o que.  Pode não ser verdade mas eu deixo as pessoas de outros estados misturarem porque eu prefiro não arriscar.  
    É bastante rico em vitamina E, ótimo para combater os radicais livres, esbanja ferro, cálcio, fósforo, fibras e pigmentos antocianinos que atuam no organismo como antioxidantes.




Informações Científicas: "O açaizeiro nasce em touceiras, ou seja, da mesma raiz crescem vários pés. A alongada palmeira se eleva até os 30 metros, possui folhas grandes de cor verde-escura e cada um dos cachos (são três ou quatro) produz de 3 a 6 quilos de frutas. A safra maior acontece entre agosto e dezembro. De janeiro a julho, quando as chuvas aumentam, a produção diminui. A colheita envolve famílias inteiras, inclusive as crianças. Aliás, são elas as mais indicadas para escalar o topo da palmeira, tarefa arriscada e que requer muita perícia. Lá no alto, os colhedores passam de um açaizeiro para o outro. Depois de debulhado, o açaí fresco é colocado em cestos de medida-padrão, chamado de paneiro. Confeccionado com a palha da própria palmeira, cada um desses recipientes apresenta capacidade para cerca de 15 quilos do tesouro amazônico. Uma vez cheios, os paneiros são transportados de barco até a praça do açaí, um espaço aberto que fica bem ao lado do Ver-o-Peso, o trepidante mercado de Belém. O desembarque acontece diariamente. Começa no início da madrugada e dura até os primeiros raios de sol. Dali, o açaí segue para as fábricas de processamento. Também abastece as barracas de comida e de polpas de frutas do Ver-o-Peso. Da palmeira ainda se extrai o palmito. A remoção do coração da planta - a parte superior do tronco, depois da estipe - é realizada muitas vezes clandestinamente e considerada por ambientalistas um risco à conservação da espécie. Ao contrário do açaí, o palmito vira iguaria nas mesas internacionais. "


Independente de como é servido Açaí é uma delicia! E quem vem a Belém deve experimentar a forma tradicional, garanto que não irá se arrepender. 


Aqui abaixo vocês têm um vídeo sobre a AmazonFrut que trabalha com a extração e exportação do Açaí e o que mais gostei desse vídeo é que além de divulgar a empresa fala sobre conservação, a importância, e a Lenda do Açaí mas o quanto o açaí pode ser sustentável pra nossa região o trabalho social dessa empresa esá de parabéns. Gosto muito do trabalho da AmazonFrut









e logo aqui um pouco de como o açaí é consumido no Ver-o-Peso 


domingo, 31 de janeiro de 2010

Tacacá é uma tradição!

Quem que tenha nascido e criado nessa terra quente nunca provou um tacacá?

Fonte: Internet

O Tacacá é um prato onde a mandioca brava é a sua base. Da mandioca é extraído um caldo fino de cor amarelada chamado tucupi, colocado sobre goma(também retirado da mandioca) e para finalizar camarão e jambu(bastante conhecido por provocar trimilique ou dormência nos lábios). O grande segredo do tacacá é ser servido muito mas muito quente, em cuias temperado com sal e, se preferir, com aquela pimenta.
Sua origem é dos indígenas, segundo Câmara Cascudo, deriva de um tipo de sopa indígena denominada mani poi.
O que mais me espanta no tacacá é que se trata de um alimento cheio de paradoxos afinal estou escrevendo de um líquido tão fino que parece um suco, mas que é um caldo que a gente come, e que mesmo pelando de quente e sendo tradicionalmente é consumido durante as horas mais quentes do dia é extremamente refrescante. Quando paro para pensar que essa receita veio dos indígenas passou por algumas modificações até se tornar uma das principais características da cultura do Norte do país, vejo que a tradição é um dos pontos mais marcantes da nossa cultura.
Tratando-se de turismo cultural, hoje o tacacá é servido em ambientes mais sofisticados como restaurantes docerias e lanchonetes, visando receber nossos visitantes com tudo que há de bom em termos de cultura e gastronomia, mas o tradicional e mais gostoso é tomar aquela bela cuida de Tacacá na barraquinha da esquina servido pelas figuras marcantes das Tacacazeiras. Senhoras muito simpáticas de preferência vestidas como uma verdadeira cabocla paraense.

Fonte: internet - Antonieta Santos Feio, 1937, óleo sobre tela, 94,6 x 118,2cm, Acervo do Museu de Arte de Belém @MABE


As barraquinhas das Tacacazeiras são organizadas de forma a cada um dos ingredientes fique em recipientes próprio sendo mantidos quentes para que seja montada a cuia de tacacá na hora. Os ingredientes utilizados para esta iguaria são encontrados principalmente no Ver-o-Peso, mas é comum ser encontrado em supermercados. O importante é que essa tradição não acabe.


Fonte: Internet

Fonte: Internet