quarta-feira, 3 de março de 2010

Cidade Velha - Primeiro bairro de Belém


Cidade Velha tem como característica sua estrutura de ruas estreitas e com construções da época da colonização que resistem ao tempo. O bairro deu inicio com a construção do Forte do Presépio, hoje chamado Forte do Castelo, construído no início do século XVI. 

No bairro é onde estão alguns dos principais pontos turísticos de Belém:  Igreja da Sé, Santo Alexandre, Igreja do Carmo, Casa das Onze Janelas, Museus de Arte, entre outros. 
Na Cidade Velha surgiu a primeira rua de Belém, a Rua da Ladeira, que liga a Feira do Açaí ao Largo da Sé. 
"A Praça Dom Pedro II é outra marca histórica da Cidade Velha. Considerada o "centro administrativo da Belém antiga", a praça abriga os poderes Legislativo, Judiciário e Executivo.

A Igreja da Sé está entre os mais antigos templos religiosos de Belém. Construída no Século 17, teve seu projeto assinado pelo arquiteto Antônio Landi, responsável por grande parte da arquitetura de Belém, especialmente no bairro da Cidade Velha. A Igreja da Sé é a Catedral metropolitana de Belém. Possui telas, afrescos e painéis de grande valor. Fica na Praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha."



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Açaí! Você toma o Verdadeiro???

    Seu nome científico é Euterpe oleracea, oi Açaí como é mais conhecida. É incrível pensar que de um fruto tão pequeno, onde a maior parte e tomada pelo caroço, pode sair um vinho tão saboroso
    Uma das coisa mais interessantes do Açaí é que base de sua produção é extrativista e que logo após a colheita e processado ou batido (como é mais comum se falar) ele deve ser consumido de imediato devido a sua rápida fermentação.  Por esse motivo os pontos onde vendem o Açaí só batem ele na hora ou os congelam logo em seguida. 


Aqui nessa imagem temos a demonstração do Despolpamento Mecânico, máquina utilizada para a produção do sumo de açaí. Adiciona-se pouca água enquanto joga os frutos pela parte superior dessa máquina, em seguida desce o vinho mais apreciado da região e base de alimentação do caboclo paraense.  Dependendo da quantidade de água adicionada à esse sumo, obtém-se um produto mais fino, ou mais grosso e cremoso. Misturado com farinha de tapioca ou farinha-d'água o correto para os mais tradicionalistas e colocar farinha até o ponto da colher ficar em pé sozinha no meio da vasilha. Sendo servido no Ver-o-peso a tigela é de alumínio (muito boa para conserva a temperatura) e em locais mais sofisticados em cumbucas de cerâmica marajoara ( também muito boa para conserva a temperatura, só que mais chique), mas estando no Pará, independente de onde seja servido ou vendido, o melhor acompanhamento é um delicioso peixe frito, charque ou um bom camarão seco. Aqui, é quase um pecado misturar o açaí com qualquer fruto pior ainda com essa tal de granola, os mais antigos dizem que "se comer manga, ou cupuaçu, ou pupunha ... com açaí é morte certa" que dirá com morango ou granola ou sei lá mais o que.  Pode não ser verdade mas eu deixo as pessoas de outros estados misturarem porque eu prefiro não arriscar.  
    É bastante rico em vitamina E, ótimo para combater os radicais livres, esbanja ferro, cálcio, fósforo, fibras e pigmentos antocianinos que atuam no organismo como antioxidantes.




Informações Científicas: "O açaizeiro nasce em touceiras, ou seja, da mesma raiz crescem vários pés. A alongada palmeira se eleva até os 30 metros, possui folhas grandes de cor verde-escura e cada um dos cachos (são três ou quatro) produz de 3 a 6 quilos de frutas. A safra maior acontece entre agosto e dezembro. De janeiro a julho, quando as chuvas aumentam, a produção diminui. A colheita envolve famílias inteiras, inclusive as crianças. Aliás, são elas as mais indicadas para escalar o topo da palmeira, tarefa arriscada e que requer muita perícia. Lá no alto, os colhedores passam de um açaizeiro para o outro. Depois de debulhado, o açaí fresco é colocado em cestos de medida-padrão, chamado de paneiro. Confeccionado com a palha da própria palmeira, cada um desses recipientes apresenta capacidade para cerca de 15 quilos do tesouro amazônico. Uma vez cheios, os paneiros são transportados de barco até a praça do açaí, um espaço aberto que fica bem ao lado do Ver-o-Peso, o trepidante mercado de Belém. O desembarque acontece diariamente. Começa no início da madrugada e dura até os primeiros raios de sol. Dali, o açaí segue para as fábricas de processamento. Também abastece as barracas de comida e de polpas de frutas do Ver-o-Peso. Da palmeira ainda se extrai o palmito. A remoção do coração da planta - a parte superior do tronco, depois da estipe - é realizada muitas vezes clandestinamente e considerada por ambientalistas um risco à conservação da espécie. Ao contrário do açaí, o palmito vira iguaria nas mesas internacionais. "


Independente de como é servido Açaí é uma delicia! E quem vem a Belém deve experimentar a forma tradicional, garanto que não irá se arrepender. 


Aqui abaixo vocês têm um vídeo sobre a AmazonFrut que trabalha com a extração e exportação do Açaí e o que mais gostei desse vídeo é que além de divulgar a empresa fala sobre conservação, a importância, e a Lenda do Açaí mas o quanto o açaí pode ser sustentável pra nossa região o trabalho social dessa empresa esá de parabéns. Gosto muito do trabalho da AmazonFrut









e logo aqui um pouco de como o açaí é consumido no Ver-o-Peso 


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Quer fazer um Tour pela Cidade bem diferente???

Como aqui é um espaço para falar sobre o que têm de bom nessa cidade, tenho uma ótima sugestão a fazer. Você que é turista, visitante ou morador de Belém já ouviu falar de um passeio de barco com música a bordo e apresentação de danças regionais? Detalhe, ainda faz um tour fluvial, passando por pontos turísticos como: a Estação das Docas, Ver-o-peso, Feira do Açaí, Complexo Feliz Lusitânia, Igreja da Sé,  Mangal das Garças também mostrando a região das ilhas que ficam em frente a cidade, mas não apenas contemplando, nesse passeio há um guia de turismo que explica a importância histórica e cultural desses pontos. Acho essa uma das melhores programações para se fazer no final da tarde ou inicio da noite, principalmente, para quem não conhece a cidade ou faz muito tempo que não vêm a Belém. A bordo do Tribo dos Kayapós você terá disponível no bar da embarcação a venda de pratos tradicionais como Tacacá (o qual já escrevi nesse blog), Vatapá e até mesmo a deliciosa Maniçoba.



Esse é um passeio para quem gosta da cultura regional ou apenas se interesse em conhecer a parte histórica e as danças como o síria, o maçariquinho, a marujada, o carimbo e um pouco das nossas lendas. Eu já falei que tem apresentação de lendas durante esse passeio??? Pois é, a lenda do Boto é apresentada de forma magnífica com efeito de luzes e excelente interpretação dos dançarinos.


Dançarinos: Rafael e Jocastra – Tribo dos Kayapós _ Belém Pará


“Foi boto Sinhá”
 Fonte: http://www.flickr.com/photos/manoelamelo


O final do passeio é sempre com o bom e tradicional Carimbó e a certeza de ter feito um dos melhores passeios da região. Você quer conhecer a parte histórica da cidade de Belém? Como Ver-o-peso, Complexo Feliz Lusitânia, Igreja da Sé, Mangal das Garças, mas quer também um pouco das danças locais e pra completar experimentar as iguarias da região?? Então você encontra tudo isso no passeio de barco que sai de terça a domingo na Estação das Docas as 17:30h e 20:00h. Maiores informações: 32123388 ou acesse:  
http://www.valeverdeturismo.com.br/excursoes/conheca_para/passeios_fluviais.php




domingo, 14 de fevereiro de 2010

Pororoca!!! Você já ouviu falar???


Pororoca vem do tupi "poro'roka", de "poro'rog" estrondar, ou "forte barulho da natureza" esse estrondo é produzido por esse fenômeno da natureza onde ocorre o encontro das correntes fluviais com águas oceânicas. A pororoca acontece todos os dias, mas em alguns períodos do ano é mais fortes, sofrendo grande influência das fases da lua (Cheia e Nova).
Pesquisando no wikipedia a definição de Pororoca é: "Elevação repentina de grandes massas de água junto a foz de grandes rios como o Amazonas;provocadas pelo encontro de marés ou de correntes contrárias. Atinge a altura de 3 a 6m".
Definição bem bonita, mas há curiosidades que não estão em definições sobre a Pororoca, por exemplo,vocês sabiam que uma onda da pororoca pode ter até 5h de duração? e até 30km/h?? que arrasta tudo que estiver pela frente?? que quando corajosos vêm surfar na pororoca correm o risco de ser mordido por um jacaré ao cair na água? A Pororoca é poderosa e marcante não acham???.
No site da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Pará(http://www.seel.pa.gov.br) divulga que: "o Pará passou a ser conhecido como berço de um dos esportes mais radicais do mundo. O município de São Domingos do Capim, a 130 quilômetros de Belém, é o palco de um dos fenômenos raros da natureza: a Pororoca, onde surfistas locais e de outros estados do país entram em cena para "pegar onda". O evento se convencionou a chamar "Surf na Pororoca" (...) Em 1999, foi realizada a primeira competição oficial de Surf na Pororoca, em São Domingos do Capim. Na ocasião, surfistas de várias partes do país se aventuraram nas violentas ondas do Rio Guamá e Rio Capim. Entre eles, o carioca Ricardo Tatuí, campeão brasileiro de surf em 90 e 94 e primeiro campeão do Surf na Pororoca."


O fenômeno manifesta-se, no Brasil, na foz do rio Amazonas e afluentes do litoral paraense e amapaense (rio Araguari, rio Maiacaré, rio Guamá, rio Capim, rio Moju), e na foz do rio Mearim, no Maranhão. Esse choque das águas derruba árvores de grande porte e modifica o leito dos rios.
Embora a pororoca amazônica seja a mais importante do mundo, ela também ocorre em outras regiões do planeta como, por exemplo, nos rios Sena (França), Iang-Tsé (China), Colorado (Estados Unidos) e Tamisa (Inglaterra).
Mais uma curiosidade, a Pororoca é internacional, não apenas made in Pará.

Essa é apenas mais uma das maravilhas do meu Pará

Teatro da Paz está mais velinho...!!!!



O Theatro da Paz estará no berço essa semana, este que é um dos maiores símbolos dos áureos tempos do Ciclo da Borracha foi fundado em 15 de fevereiro de 1878 ou seja, nesta segunda-feira o Teatro da Paz estará fazendo 132 aninhos e muito bem vividos e conservado.
Para quem não sabe sua construção iniciou em julho de 1869, onde segundo o site oficial do Teatro da Paz (http://theatrodapaz.com.br) ele foi inaugurado com o nome "Nossa Senhora da Paz, alusão ao final da guerra do Paraguai, mas teve seu nome reduzido para Teatro da Paz dois dias depois da inauguração".
Esse pequeno gigante é um dos símbolos da nossa região, não sendo apenas um ponto turístico, mas estando em um período tão tecnologico está em plena funcionalidade com espetaculos de ópera, música clássica, teatro e danças.

Em comemoração há uma programação especial no dia 15. Para quem ainda não teve oportunidade de conhecer as dependências do teatro de 9 às 17h, de uma em uma hora, haverá visitas monitoradas gratuitas ao maior teatro do Norte do país e um dos mais luxuosos do Brasil. No mesmo dia haverá o espetáculo "Ô Abre Alas – Um Resgate dos Antigos Carnavais" às 20h, com nomes da música contemporânea como Paulo Andrá Barata, Luiz Pardal e Salomão Habib, tendo apresentação de marchinhas de carnaval que fizeram sucesso no passado e nunca esquecidas. A entrada é franca e os ingressos podem ser retirados a partir das 9h na bilheteria do teatro. Cada pessoa pode retirar até dois ingressos.
Aproveitemmmmmm!!!!!

e para quem quiser se mater antenado com a programação do Teatro da Paz é só Visitar o site: http://theatrodapaz.com.br