A manga... delicia bem característica de Belém, quem já não viu ou passou pela situação de uma manga caindo em cima do carro, ou "tirando o fino" de uma pessoa andando na rua? ou quem nunca levou uma manga, que acabou de cair, pra comer em casa com farinha? uma das curiosidades que sempre ouvi, dos mais antigos, em Belém é que a melhor manga é a manga de cemitério!!!!! quem já comeu sabe ....
Mas hoje vamos conversar um pouco sobre curiosidades como a origem desse fruto que é nativa da Ásia, mais precisamente da Índia, do sudeste do continente asiático. Sendo seu cultivo feito há mais de 4 mil anos nessas regiões. A introdução da manga em outros continentes deu-se a partir da descoberta de novas rotas comerciais marítimas entre a Europa e a Ásia, no início do século XVI. Foram os portugueses, mais uma vez, que fizeram esse trabalho, levando as mangas, primeiro, para as costas leste e oeste da África trazendo-a, depois, para a América.
Para chegar a terrinhas brasileiras a manga teve que esperar meados de 1700 para conhecer a Bahia de todos os santos. Hoje, as mangueiras são cultivadas em todos os países da faixa tropical e equatorial do globo. A mangueira foi uma das árvores asiáticas de melhor adaptação ao clima brasileiro, produzindo inúmeras variedades,
Características da planta
Árvore de grande porte que pode chegar até 30 m de altura com copa densa e frondosa. Folhas coriáceas, de coloração avermelhada quando jovem e verde-escura posteriormente. Flores pequenas alvas, róseas ou esverdeadas.
FRUTO
De forma alongada, ovóide ou arredondada, casca esverdeada com manchas pretas, amarelas ou róseas quando maduro. Polpa carnosa, suculenta comestível, de coloração amarela ou amarelo-alaranjada, fibrosa em algumas variedades. Semente achatada de tamanho variável.
CULTIVO
Aceitam qualquer tipo de solo, adaptando-se melhor em regiões de clima quente e chuvoso. O período ideal para o plantio é na estação chuvosa.(perfeito em Belém) A propagação é por sementes, mudas enxertadas ou alporque.
PROPRIEDADES NUTRICIONAIS
Encontra-se na manga um bom teor de carboidratos, Betacaroteno (provitamina A), Vitamina C, Vitaminas do Complexo B, Ferro, Fósforo, Cálcio, Potássio, Magnésio e Zinco.
PROPRIEDADES MEDICINAIS
A manga ajuda a purificar o sangue e um bom diurético. Pura ou em sucos combate a bronquite, tem efeito expectorante e combate a acidez estomacal.
VALOR CALÓRICO
100 gramas de manga fornecem, em média, 64,3 calorias.
COMO COMPRAR
A manga boa para consumo deve estar macia quando apertada com os dedos, mas sem que a casca se rompa pela pressão. Não deve apresentar batidas, rachaduras ou estar melada. Ou recém caída da mangueira !!!!
COMO ARMAZENAR
Para conservá-la, basta mantê-la em lugar fresco e ventilado ou despolpe-a e congele.
COMO PREPARAR
Consumida ao natural, descascando e comendo, pode ser transformada em polpa simples, suco, refresco, sorvete, doce (pasta ou compota ) , picles e até chutney.
Embora bom mesmo seja comer a manga com as mãos, com farinha é melhor ainda.
Depois de um longo tempo sem escrever por aqui (longo tempo mesmo), resolvi voltar. Mas essa vontade se fez mais forte devido a experiência de vida que estou tendo no exterior. Estou a quase 3 meses em uma pequena cidade na Holanda e agora está começando a bater aquela saudade de coisas simples que tem na minha Belém, como o cheiro de asfalto quente em contato com a chuva de todos os dias, um delicioso e pelando de quente Tacacá, o medo de uma manga cair na sua cabeça, os ônibus sendo caçados pelos pedestres e saindo de arrancada com você em pé (porque aqui é tudo na classe), aquele imprensado de gente andando no comércio e pra mim a maior de todas as saudades a farinha (meu Deus, só de falar dá água na boca) e da tapiocaaaaaa, porque sou uma paraense torta, não tomo açaí ... ops, desculpa aííí!!!! mas nem tudo segue a regra mesmo. Mas o principal motivo que me traz aqui, é que nós estamos chegando em um período maravilhoso, e coloco pronome "nós", porque todo paraense que se presa, sendo católico ou não, sabe que em outubro tem uma grande festa religiosa, O Círio. E é a Naza que me fez voltar a escrever. Como disse antes, estou em uma nova experiência de vida, onde tudooooo é diferente, e o que eu conheço não faz parte do conhecimento de quase ninguém por aqui, mas o que me deixou intrigada foi ter conhecido brasileiros (principalmente do Sul e Sudeste) e estes me perguntaram muito sobre a Amazônia, sobre o Pará e o que pode ser feito por aqui, ahhhh!!! e uma vez ou outra comentar que me artículo muito bem (#**???) ou como é "bonitinho" eu usar a conjugação certa do TU e não do "tradicional" você. Até aí tudo bem, mas quando perguntam porque eu voltar a Belém antes de completar 3 meses aqui e eu digo que vou voltar por causa do Círio de Nazaré e as pessoas fazem uma expressão de ... heim ...??? eu penso e falo ... poxa, mas a procissão Aparecida você conhece??? e a resposta era sempre: SIM! Com todo orgulho do mundo eu explico toda a historia e mostro algumas fotos e toda vez é um espanto representada por uma expressão facial de ... nossa, como nunca ouvi falar antes? Pensando muito nisso hoje acordei, e resolvi escrever um pouquinho sobre essa festa tão maravilhosa e dizer que voltei a falar sobre essa terra tão linda que é Belém do meu GRANDE Pará.
Um pouco de História A introdução da devoção à Senhora da Nazaré, no Pará, foi feita pelos padres jesuítas, no século XVII. A história conta que em 1700, Plácido, um caboclo, caminhava pelas imediações do igarapé Murutucu (área correspondente, hoje, aos fundos da Basílica) quando encontrou uma pequena estátua de Nossa Senhora da Nazaré. Essa imagem, réplica de outra que se encontra em Portugal, entalhada em madeira com aproximadamente 28 cm de altura, encontrava-se entre pedras lodosas e bastante deteriorada pelo tempo e pelos elementos. Plácido levou a imagem consigo para casa, onde tendo-a limpado, improvisou um altar. De acordo com relatos, a imagem retornou inexplicavelmente ao lugar do achado por diversas ocasiões até que, interpretando o fato como um sinal divino, o caboclo decidiu erguer às próprias custas uma pequena ermida no local, como sinal de devoção. A divulgação do milagre da imagem santa atraiu a atenção dos habitantes da região, que passaram a acorrer à capela, para render-lhe homenagem.
A atenção do então governador da Capitania, Francisco da Silva Coutinho, também foi atraída à época, tendo este determinado a remoção da imagem para a Capela do Palácio da Cidade, em Belém. Não obstante ser mantida sob a guarda do Palácio, a imagem novamente desapareceu, para ressurgir em seu nicho na capela. Desse modo, a devoção adquiriu caráter oficial, erguendo-se atualmente, no lugar da primitiva ermida, uma capela, hoje a suntuosa Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. Em 1773 o bispo do Pará, Dom João Evangelista, colocou a cidade de Belém sob a proteção de Nossa Senhora de Nazaré. No início do ano seguinte (1774), a imagem foi enviada a Portugal, onde foi submetida a uma completa restauração. O seu retorno ocorreu em outubro desse mesmo ano, tendo a imagem sido transportada, do porto até ao santuário, pelos fiéis em romaria, acompanhada pelo Governador, pelo Bispo e pelas demais autoridades, civis e eclesiásticas, escoltadas pela tropa. Este foi considerado o primeiro Círio. Desde então, o Círio de Nazaré é realizado anualmente, no segundo domingo do mês de Outubro.
Uma pergunta, alguém sabe porque tem um barco de milagres durante o círio??? aqui vai uma curiosidade: Entre os milagres mais expressivos atribuídos à imagem de Belém, encontra-se o que envolveu os passageiros do brigue português São João Batista. Partindo de Belém rumo a Lisboa, no dia 11 de Julho de 1846, a embarcação de dois mastros à vela veio a naufragar decorridos poucos dias da partida, sendo os passageiros salvos por um bote que os conduziu de volta a Belém. Este brigue seria a mesma embarcação que, anos antes (1774), havia transportado a imagem de Nossa Senhora de Nazaré a Lisboa, para ser restaurada; o bote que salvou os náufragos também seria o mesmo que tinha levado a imagem até ao brigue ancorado no porto de Belém. O bote passou a acompanhar a procissão a partir do ano de 1885. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADrio_de_Nossa_Senhora_de_Nazar%C3%A9
outra curiosidade
A procissão do Círio acontece a cada segundo domingo de Outubro, sua data portanto é móvel. A seguir uma pequena mostra, classificada por numeração ordinal dos Círios de Nazaré, as suas datas, e a quantidade aproximada de pessoas que participaram.
218° - 10 de outubro de 2010 : 2 milhões e 250 mil pessoas, durou 6 horas
217° - 11 de outubro de 2009 : 2 milhões e 200 mil pessoas, durou 7 horas
216° - 12 de outubro de 2008: 2 milhões de pessoas, durou 7 horas
215° - 14 de outubro de 2007: 2 milhões e 700 mil pessoas, durou 7 horas
214º - 8 de outubro de 2006: 2 milhões e 250 mil pessoas, durou 5 horas e meia
213º - 9 de outubro de 2005: 2 milhões de pessoas, durou 5 horas(devido a um incendio,o trajeto foi encurtado e esse Cirio virou o mais rapído da historia.)
212º - 10 de outubro de 2004: 1 milhão e 700 mil pessoas, durou mais de 9 horas (o mais longo da historia e o ultimo a usar a corda em formato de "U",passando a ter 5 estações,como o rosario catolico.)
Mais umas:
Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial.
o termo "Círio" tem origem na palavra latina "cereus" (de cera), que significa vela grande de cera.
"É de lei, lei dos homens, que Nossa Senhora de Nazaré é merecedora de honras de Estado". É a Lei nº 4.371, de 15 de dezembro de 1971.
A partir do Círio de 1995, a berlinda passou a ser atrelada à corda no Boulevard Castilho França com a avenida Portugal, em frente ao Mercado do Ver-o-Peso. Desta forma, a berlinda passou a sair da Catedral de Belém protegida por um cordão humano, formado por um pelotão de 60 homens da Polícia Militar, Marinha, Exército, Aeronáutica e Guarda Municipal, além dos 120 homens da Guarda da Santa
O Círio do ano 2000 foi o mais demorado da história em mais de duzentos anos de procissão. A romaria durou 9 horas! O percurso, que tem cerca de três quilômetros, começou às sete horas da manhã e só terminou às quatro da tarde.
A corda, onde se paga as promessas, faz-se agradecimentos e sustenta a fé dos paraenses, possui a média de 400 metros de comprimento e pesa aproximadamente 700 quilos, de puro sisal torcido. Incorporada à celebração em 1868, originalmente substituía a junta de bois que até então puxava a berlinda da imagem; posteriormente passou a ser utilizada para separar a berlinda e o carro dos milagres da multidão que a acompanha. No ano de 2005 a direção do Círio, modificou o formato da corda, que ao invés de contornar a berlinda como normalmente era feito, a corda ainda do mesmo tamanho, veio na forma de um rosário, na tentativa de que não ocorressem atrasos no traslado, como já havia ocorrido anos antes.
O manto é mais um dos símbolos da Festa de Nazaré. A cada procissão, há sempre um novo manto envolvendo a figura de Nossa Senhora. O manto tem sempre uma conotação mística, relatando partes do evangelho. Confeccionado com material caro e importado. O trabalho da confecção do manto iniciou-se pelas filhas de Maria. Anos depois, assumindo a confecção do mesmo, a irmã Alexandra, da Congregação das Filhas de Sant’Ana. Com a sua morte, a confecção do manto ficou por conta de uma ex-aluna do Colégio Gentil Bittencourt, que por 19 anos o teceu, e de suas mãos saíram os mais belos mantos. A confecção do manto é toda envolvida em clima de mistério, feitas com a ajuda de doações, quase sempre anônimas.
As velas, ou círios, são feitas de cera, em vários formatos, retratando partes do corpo humano, ou ainda, uma vara de cera da mesma altura do pagador da promessa. As velas, são um símbolo da fé dos promesseiros, que através delas, 'pagam' a uma graça alcançada.
Os carros de promessas ou dos milagres, que recolhem os ex-votos ilustrativos das graças alcançadas pelos fiéis;
As crianças, tradicionalmente vestidas de anjos;
As homenagens de fogos de artifício, queimados durante a passagem da imagem pelas ruas do centro histórico de Belém.
Outros símbolos também integram a tradição:
As novenas, ciclos de orações realizadas durante as semanas que antecedem a festividade, por devotos que realizam pequenas romarias pelas casas de vizinhos.
Os cartazes oficiais anunciando a festividade.
O almoço com a família, realizado no domingo da procissão, como um ato de comunhão. Tradicionalmente é composto de:
Pato no tucupie a Maniçoba, tradicional prato da culinária paraense, acompanhado de arroz branco.
Vou "ensiná" sinhá Pureza
A dançar o meu sirimbó
Sirimbó que remexe e mexe
Sirimbó da minha vovó
Vai dançando, sinhá Pureza
Rebolando, pode requebrar
Carimbó, sirimbó é gostoso
É gostoso em Belém do Pará
Ô-lê-lê, ô-lá-lá
Misturei carimbó e siriá
Carimbó, sirimbó é gostoso
É gostoso em Belém do Pará
Ô-lê-lê, ô-lá-lá
Misturei carimbó e siriá
Carimbó, sirimbó é gostoso
É gostoso em Belém do Pará
[Solo]
Eu fui no mato, morena
Fui tirar cipó
Muito longe ouvi um batuque
Parecido o carimbó
Eu fui no mato, morena
Fui tirar cipó
Muito longe ouvi um batuque
Parecido o carimbó
Eu vou de banda, de banda, de banda
Eu vou de lado, de lado de lá
Eu fiquei só
Dançando, no mato, carimbó
É impressionante como o Instituto BRASILEIRO DO TURISMO é capaz de não valorizar e enraizar a credibilidade dos profissionais responsáveis/representantesde seus fundamentos. Qualquer profissional da área sabe da importância de estudar, analisar e principalmente planejar atividades e empreendimentos de desenvolvimento e/ou difusão da pratica turística. E a partir do momento que essa área possui profissionais não qualificadas e focadas nesse ramo intangível acaba denegrindo a imagem de nossa atividade. Não desmerecendoalgumas profissões mas, "cada macaco no seu galho", afinal o que um administrador de empresas que sempre trabalhou com supermercados, lojas de roupas ou de eletrodomésticos pode saber sobre montar uma agência de turismo ou administrar um setor publico que cuida especificamente do turismo receptivo??? bens intangíveis são muito delicados e complexos e para um turista ou visitante cada experiência é unica sem direito a devolução e só quem trabalha e é capacitado na área do turismo pode entender o que eu digo.Será que a EMBRATUR entende????
MOBILIZAÇÃO: VAGAS PARA TURISMÓLOGOS NO CONCURSO PÚBLICO DA EMBRATUR
Brasil, 18 de maio de 2010
Prezados Amigos(as),
A PORTARIA 228 de 12/05/2010 do Ministério do Planejamento e Orçamento e Gestão autoriza a EMBRATUR REALIZAR CONCURSO PÚBLICO com a seguinte distribuição de vagas: Administrador (5 vagas/Superior), Economista (5 vagas/Superior), Técnico de Comunicação Social (5 vagas/Superior), Agente Administrativo (4 vagas/Intermediário) e 35 VAGAS PARA TÉCNICO ESPECIALIZADO COM NÍVEL SUPERIOR – “SEM DEFINIÇÃO DE ATRIBUIÇÃO NA PORTARIA”. [ACESSE AQUI A PORTARIA 228 - MINISTÉRIO PLANEJAMENTO]
A mobilização tem como objetivo que estes “35 CARGOS TÉCNICOS ESPECIALIZADOS” descritos nesta portaria sejam destinados aos profissionais com formação superior em turismo e/ou hotelaria - TURISMÓLOGOS.
Através do formulário abaixo você poderá enviar sua mensagem diretamente aos deputados e senadores membros da comissão de turismo na Câmara e Senado Federal, além da presidência da EMBRATUR. [PARA ACESSAR O FORMULÁRIO]
Além desta ação com o envio destas mensagens, no dia 26 de maio, próxima quarta-feira, o Turismologia.com.br, estará em Brasília, protocolando a impressão de todas estas mensagens com as autoridades da Câmara, Senado e EMBRATUR, como forma de reiterar esta ação.
A vitória-régia é uma planta aquática da família das Nymphaeaceae, típica da região amazônica. Ela possui uma grande folha em forma de círculo, que fica sobre a superfície da água, e pode chegar a ter até 2,5 metros de diâmetro com bordos elevados em até 10 cm, que revelam a página inferior espinhenta e avermelhada, podendo suportar até 40 quilos se forem bem distribuídos em sua superfície. Afinal, tem muita gente que pensa que a vitória-régia pode aguentar o peso de uma criança ou é resistente o suficiente para suportar o impacto de uma moeda lançada/jogada em suas folhas (demonstração da educada curiosidade de alguns ditos seres humanos).
Além de ser completamente apaixonada por essa planta gosto muito de sua lenda indígena onde conta que: em varias culturas indígenas os elementos da natureza são representações de seus deuses, e em uma tribo, a Lua era um forte e valente guerreiro que nas noites em que aparecia por completo (lua cheia) iluminava a terra em busca da mais bela índia, para transformá-las em estrela brilhantes e viver eternamente a seu lado como uma de suas esposas.
Nem todas as índias queriam ir com a Lua e deixar seus familiares ou possíveis amores, mas aceitavam com muito respeito à escolha desse bravo guerreiro. Mas uma linda índia, chamada Naiá, ansiava muito ser sua escolhida. Todas as noites ia banhar-se no rio sob a luz do luar com o intuito de chamar a atenção da Lua. A Lua apaixonou-se por Naiá assim que viu sua beleza e entusiasmo, mas não tinha coragem de desfazer sua formosura e deixa - lá tão igual a suas outras esposas. Naiá sem êxito corria pela mata com os braços estendidos a fim de alcançar a lua.
Com o tempo Naiá foi ficando triste e começou a parar de comer, não pintava mais seu corpo e só chorava todas as noites implorando pelo amor da Lua. Numa noite clara de lua cheia, Naia viu os raios do luar iluminando intensamente a parte mais funda do rio, e pensando que aquela fosse a hora tão esperada de encontrar seu amado, atirou-se nas águas, ao perceber que havia se enganado desistiu de lutar pela vida e deixou-se morrer.
A lua, que nunca tinha visto um amor tão grande igual de Naia, em vez de estrela, preferiu transformá-la em uma imensa bela e única planta aquática, a vitória-régia. Dizem que todas as noites de luar os amados se encontram quando a lua reflete sobre as águas do rio.
O nosso delicioso objeto de discussão de hoje é o CUPUAÇU, fruta exótica e fonte de exploração comercial no Brasil e em países europeus. Nesse caso, sua maior utilização (da polpa e a semente) é para desenvolver produtos cosméticos. Mas a polpa é usada na culinária para fazer sorvetes, geléias, purês, polpa enlatada, pudim, tortas, sucos e sorvetes licores, balas e bombons e se duvidar em diversas possibilidades gastronômicas, essa utilização, em minha opinião, é a mais deliciosa de todas. Um perfume ou um creme hidratante de cupuaçu pode ser maravilhoso, mas nada se compara ao seu sabor em uma boa receita.
Quer mais algumas características desse fruto? Posso também informar que o cupuaçu tem um sabor ácido agradabilíssimo, seu aroma é inconfundível e a árvore alcança em média de 10 a15 m de altura. Suas folhas são longas, chegando a medir até 60 cm de comprimento. As flores são grandes, de cor vermelho-escura e crescem grudadas nos galhos. Os frutos podem chegar a medir 25 cm de comprimento, tendo casca dura, lisa e com uma leve porosidade, de coloração castanho-escura à qual, é necessária força e a ajuda de algum material consistente para conseguir quebra - lá. As sementes ficam envoltas por uma polpa branca, ácida e aromática sua despolpação, na maioria dos casos, é feita com o auxilio de facas, colheres ou tesouras de uso doméstico, devido à sua polpa ser bem gruda ao caroço. Essa delicia característica da região Norte e surge de janeiro a maio.
Aqui no Pará uma forma de tomar o cupuaçu é fazer um bom "vinho" que consiste em água, os caroços do fruto (com pouca polpa) e um pouco de açúcar a quem goste um a tradicional farinha d’água.
Eu descobri também que: “Dele, praticamente, aproveita-se tudo pois, inclusive a casca, em muitos lugares, é utilizada como adubo orgânico e as sementes, depois de secas, são excelente matéria-prima no preparo de chocolate branco, de especial qualidade, constituindo-se um alimento substancial, pelos teores em amido, proteína e, aproximadamente, 48% de uma substância gordurosa comestível, muito semelhante à manteiga de cacau.”
Também fiquei sabendo que há três variedades do fruto:
“Cupuaçu redondo: cujas extremidades são arredondadas, sendo o mais comum;
Cupuaçu mamorana: apresenta extremidades compridas, à maneira de bico ou ponta e essa denominação vem-lhe da parecença com o fruto da mamorana, vegetal que medra, espontâneo, ao longo dos rios da Amazônia;
e Cupuaçu mamau: a característica principal dessa variedade é a de não possuir sementes, pontificando, em maior escala, em Pacajás, no município de Cametá, no rio Tocantins, no Pará.”
Cupuaçu é uma delicia e aqui vão algumas receitas e alguns vídeos de como esse fruto é tudo de bom.
DOCE DE CUPUAÇU
A feitura do doce de cupuaçu é simples. Uma pesada de polpa exige o dobro de açúcar. É bom retirar-se o excesso de acidez escaldando-se bem a polpa e deixando-a escorrer, depois, em uma peneira. Em seguida, ela vai ao fogo, junto com o açúcar, numa panela, mexendo-se sempre até dourar. Gostando-se, pode o doce ser mais perfumado com alguns cravos-da-índia.
BISCOITO DE CUPUAÇU
O biscoito de cupuaçu é uma delícia. Para fazê-los reúna os seguintes ingredientes: um cupuaçu médio (aproximadamente 800 g); 1.300 g de açúcar; 50 g de manteiga; 2 ovos; ½ lata de leite condensado; 250 g de farinha de trigo com fermento e 1 colher (de café) de essência de baunilha. Bata a manteiga e os ovos, um a um, alternando com o leite e a baunilha, sem parar de bater. A seguir, adicione a farinha de trigo, incorpore-a bem e, depois, abra a massa numa espessura de 0,5 cm. Utilize moldes de diversos formatos para cortar a massa e enfeite os biscoitos com o doce de cupuaçu, previamente preparado. Asse-os em forno brando por, aproximadamente, 20 minutos.
BOLO DE CUPUAÇU
Para o bolo de cupuaçu use os seguintes ingredientes: 4 xícaras (de chá) de açúcar; 4 xícaras (de chá) bem cheias de farinha de trigo com fermento; l xícara (de chá) de manteiga; l xícara (de chá) de leite de vaca; 4 ovos; l lata de compota da fruta (ou faça-a você mesmo de acordo com a receita que se encontra adiante) e l xícara de chá da calda da compota. Bata o açúcar com a manteiga, acrescente as gemas uma a uma e depois, adicione o trigo, o leite, a calda e os pedaços de cupuaçu batendo sempre. Por último, junte, delicadamente, as claras em neve e asse o bolo em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo. Depois de assado, desenforme-o e umedeça-o com o restante da calda, enfeitando-o com pedaços da compota ou como preferir.
CREME DE CUPUAÇU
Para o creme de cupuaçu, sobremesa deliciosa e sempre muito solicitada, você utilizará a polpa de duas frutas, 2 latas de creme de leite (gelado e sem o soro) e 2 ou mais latas de leite condensado. Bata todos os ingredientes no liqüidificador e coloque o creme na geladeira, servindo-o bem gelado. Caso queira retirar o excesso de acidez da polpa, escalde-a, deixando-a escorrer bem, antes de utilizá-la.
PUDIM DE CUPUAÇU
O pudim de cupuaçu você prepara com 1 lata de leite condensado, 2 vezes a mesma medida de leite de vaca, 3 colheres (de sopa) bem cheias de polpa de cupu (escaldada), 6 ovos e uma pitada de vanelina. Liquidifique, malmente, todos os ingredientes e cozinhe e/ou asse o pudim em forma caramelizada, em banho-maria.
SALAME DE CUPUAÇU
Para o salame de cupuaçu você utilizará um cupu grande. O açúcar é igual ao peso da polpa; 300 g de castanha-do-pará torrada às rodelas e uma folha de papel celofane. Corte a polpa aos pedaços e escalde-a. Pese-a utilizando a mesma medida de açúcar. (2) Faça o doce bem duro. Quando pronto, deixe-o esfriar, acrescente as castanhas e enrole-o, dando-lhe o formato de um salame, com a ajuda do papel. Depois, enrole e/ou dobre as extremidades do papel, muito bem, prendendo-as com fita gomada ou amarrando-as com fita acetinada ou como preferir.
BOMBOM DE CUPUAÇU
O bombom de cupu é muito simples de fazer: envolva bolotas de doce de cupu em massa usada para a feitura de "brigadeiros". Deixe descansar. Desmanche o chocolate para cobertura e banhe os bombons que podem ser em formato de bolas ou compridos, como croquetes. Ponha-os para endurecer na geladeira, embrulhando-os, em seguida, primeiramente em papel laminado, depois em celofane na cor que preferir.
SORVETE DE CUPUAÇU
O sorvete especial de cupu é uma delícia. Os ingredientes são os seguintes: 150 g de polpa de cupuaçu (escaldada); 1 lata de leite condensado e a mesma medida de leite de vaca; 1 lata de creme de leite (gelado e sem o soro); 2 ovos e 6 colheres (de sopa) bem cheias de açúcar. Inicialmente, prepare a polpa levando-a ao fogo com 4 colheres de açúcar até que a calda engrosse um pouco, e a polpa cozinhe não muito. Reserve. Faça o creme com o leite condensado, o leite de vaca e as gemas (livres das películas). Estando pronto, coloque-o num prato refratário do tipo pirex. Sobre o creme, coloque o cupuaçu. Bata, então, as claras em neve, adicione as duas colheres de açúcar restantes e o creme de leite. Bata tudo muito bem, coloque essa mistura sobre o cupuaçu e leve o prato ao congelador.
DOCA DE CUPUAÇU PARA RECHEIO
O doce de cupuaçu para recheio faz-se, normalmente, como já descrito, tendo apenas o cuidado de não deixá-lo endurecer muito. Ele deve ficar pastoso e, portanto, fácil de ser espalhado utilizando-se uma faca ou uma espátula apropriada. Use esse doce para rechear bolos, rocamboles, tortas geladas, etc. O doce duro é excelente para rechear pastéis fritos, ou de forno, sejam de massa podre (3) ou de massa folhada; empadinhas, barquetes, pãezinhos, etc.
Você que ainda não conhece Belém, eu tenho uma sugestão de local pra conhecer. É um lugar que não está na maioria dos roteiros de City tour sugeridos por agencias.
Eu tenho um carinho inestimável por este lugar, afinal, foi onde passei boa parte parte da minha infância e adolescência.
Mas para entender um pouco da importância desse local, não apenas para mim, mas para histórica aqui vai uma minuta: No século XIX, essa área pertencia a Maria Manoela de Figueira e Salvaterra, sendo mais conhecido na época como “Largo da Salvaterra”. Com a morte da proprietária, as terras passaram para as mãos da Câmara Municipal de Belém, sendo a partir desse momento chamada de “Praça Sergipe” em homenagem à nova província brasileira.
Em 1897, durante o governo de Antônio Lemos, a praça passou a homenagear um dos principais personagens da Cabanagem: Cônego Batista Campos, morto em 1834. era um local simples com poucas mangueiras mas em 14 de fevereiro de 1904, no dia de sua inauguração já era uma das mais belas praças de Belém.
Mas quem foi João Batista Gonçalves Campos? Já sabemos que foi figura importante da Cabanagem, e para os curiosos assim como eu aqui está um pequeno resumo: “(Barcarena, 1782 — Barcarena, 31 de dezembro de 1834) foi um cônego, jornalista e advogado brasileiro. Foi um importante ativista político da história do que atualmente é o estado do Pará, desde a época que antecedeu a Independência do Brasil até as lutas partidárias que culminaram com a explosão do movimento da Cabanagem (1835-1840), ocorrido durante o período da regência provisória. Autor intelectual da Cabanagem, alimentou, com suas atitudes corajosas e com seu verbo entusiasmado, a resistência contra o governador da província Bernardo Lobo de Sousa, por isso teve de refugiar-se no interior da Província, para escapar às perseguições do governo. Redigiu o primeiro jornal publicado em Belém - "O Paraense" - e a seguir o "O Publicador Amazoniense". Em 1834, enquanto Batista Campos fazia a barba, provocou, por descuido, um corte profundo em uma espinha no rosto por intermédio da navalha que usava. O ferimento aparentemente irrelevante infeccionou, provavelmente acentuado pelas condições geográficas da Amazônia, o que ocasionou a morte de Batista Campos em 31 de dezembro de 1834. Seu corpo foi enterrado na Vila de Barcarena e, mais de 150 anos depois, em 1985, seus restos mortais foram retirados do local de sepultamento, colocados em uma urna, e levados em carreata pela cidade de Belém, na comemoração dos 150 anos da Cabanagem, sendo posteriormente carregados a um monumento comemorativo na capital paraense.
Os restos de Batista Campos atualmente descansam na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré ou Matriz, em Barcarena”
A praça Batista Campos honra com muita beleza e simplicidade essa homenagem a um homem tão importante.
Ótimo local para caminhadas (exercícios físicos são importantes), tomar uma boa água de côco, passear com crianças, e excelentes locais para namorar (com todo respeito, afinal é uma praça familiar).
Ao seu redor sua calçadas têm um revestimento de mosaico português com motivos marajoaras. A praça possui coreto, cursos d'água com pontes e está jardinada com árvores nativas.
“A Praça Batista Campos foi tombada pelo município em 1983. Em 1986, ganhou novos equipamentos e passou por uma restauração buscando características perdidas no início do século XX, durante a primeira reforma.
Desde 1997, a Associação dos Amigos da Praça Batista Campos (AAPBC) também ajuda a preservá-la.
Em 2005, ganhou o "Prêmio 100 Mais Brasil", da Revista Seleções, como a mais bela praça do país.
Em 2008, a praça passou por uma grande restauração coordenada pela empresa Engetower Engenharia, ganhando um ar mais moderno e organizado, porém mantendo suas principais características, como seu ajardinamento sem grades, plantas ornamentais, córregos, pontes, bancos, caramanchões, chafariz e coretos de ferro”
A Valeverde Agência de Viagens e Turismo LTDA é dividida em lojas: Valeverde Matriz, Transverde, Valeverde Aeroporto, Valeverde Vip Lounge e Valeverde Estação das Docas.
A missão da empresa é "transformar as expectativas de seus clientes em lembranças prazerosas" fornecendo produtos de qualidade sendo constantemente atualizados, de forma a alcançar a satisfação total dos clientes em toda e qualquer atividade da empresa.
A Valeverde, é uma das melhores empresa de turismo da região norte objetivando sempre proporcionar qualidade de vida aos seus colaboradores e valorizando a cultura local. Sendo tudo isso resultado de objetivos claros, processos bem definidos e eficazes, amparados por tecnologia tendo um diferencial: uma equipe de profissionais capacitados, motivados, em constante busca de qualificação e que têm alegria de servir ao cliente.
"Nós todos somos os líderes em nossa área de responsabilidade, com um compromisso profundo de entregar resultados superiores. Nós temos uma visão clara para onde estamos indo. Nós focalizamos nossos recursos para conseguir resultados e estratégias de liderança. Nós desenvolvemos a capacidade para entregar as nossas estratégias e eliminar barreiras organizacionais.” (http://www.valeverdeturismo.com.br) – acesso: 20 de Abril de 2010).
Os colaboradores da Valeverde Turismo têm o seguinte lema "Eu sou bem sucedido! Sou alegre e capaz, tenho objetivos claros e trabalho com prazer. Eu não tenho tempo para queixas e medo. Eu acredito em Deus".
Essa empresa possui valores e características únicas as quais eu acredito e respeito. recomendo esta empresa para caso você queira ter sua viagem prefeita.
No site da Valeverde há um texto muito interessante: "Há 10 anos, a Valeverde Turismo vem operando roteiros exclusivos feitos sob medida para grupos de clientes especiais com características únicas: acomodação em excelentes hotéis, passeios diferenciados, guias de alto nível, grupos pequenos, atendimento e atenção redobrada para os destinos mais espetaculares do mundo. Para esses roteiros damos o nome de “VIAGENS DE SONHO”.
Além de vivenciar a geografia, a história, a cultura, os usos e costumes das mais diferentes regiões do planeta Terra, desfrutar de conforto e segurança e curtir emoções inesquecíveis de lugares exóticos de belezas inimagináveis, é a proposta da Valeverde Turismo, e ela orgulhosamente convida você a sonhar acordado através destes roteiros, realmente de sonhos reais"Texto: Sebastiana Gonçalves Menez. Alguns exemplos são os destinos: México, Escandinávia, Nova Zelândia, Canadá, Africa do Sul entre outros.
O nome Ver-o-Peso surgiu da época colonial, em 1688, quando os portugueses criaram um posto de tributação com o nome de casa do Haver-o-Peso. O complexo do Ver-o-Peso possui mais de 26 mil metros quadrados, sendo formado pelo Mercado de Ferro ou de Peixe, o Mercado Municipal de Carne, a Praça do Pescador, a Praça do Relógio, a Praça dos Velames e pelo Palacete de Bolonha.
O Mercado do Ver-o-Peso tem mais de duas mil barracas e comércios populares onde é vendido de tudo, desde peixes, carnes, frutas e legumes até artigos regionais e ervas medicinais.
O Mercado do Ver-o-Peso em Belém do Pará é o maior mercado e feira ao ar livre da américa latina. O mercado está nas margens da Baía do Guajará, e é um dos pontos turísticos mais conhecidos de Belém e foi tombado pelo Instituto Histórico e Arquitetônico Nacional - IPHAN. A origem do mercado remonta a segunda metade do século XVII.